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Dia de Campo da Piscicultura será realizado no Território do Peixe, em Tupanciretã
20/02/2026 10:48:02
O chefe do escritório local da EMATER/RS-Ascar, Thiago Vinicius Portella; Helen, representante da Secretaria Municipal de Desenvolvimento do Agronegócio; e a professora Naglezi de Menezes Lovatto, da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), concederam entrevista à Rádio Tupã para detalhar o cronograma do Dia de Campo da Piscicultura, que será realizado no dia 26 de fevereiro, no Território do Peixe, em Tupanciretã.
Durante a entrevista, foi destacado que:
"O Programa de Piscicultura do Município promove este evento, que já integra oficialmente as ações da iniciativa. Trata-se de um dia de campo com caráter técnico, voltado à capacitação dos produtores, levando informações e orientações práticas sobre a atividade.
A propriedade selecionada para sediar o evento é o Território do Peixe, que já desenvolve a piscicultura em sua área. Atualmente, além da produção, a atividade também possui um viés turístico, permitindo que visitantes conheçam de perto a criação de peixes e todo o processo produtivo. Esse diferencial desperta curiosidade e atrai pessoas interessadas em aprender mais sobre a atividade.
O objetivo do dia de campo é difundir a prática da piscicultura, apresentando alternativas de geração de renda para as famílias do interior. A proposta é ampliar as opções produtivas nas propriedades rurais, fortalecendo a diversificação e o desenvolvimento econômico local.
Durante a programação, os participantes serão organizados em estações temáticas. Cada produtor permanecerá cerca de 20 minutos em cada estação, recebendo informações técnicas específicas sobre os diferentes aspectos da criação de peixes, como manejo, alimentação, estrutura e comercialização." (Thiago 1)
Apoio técnico e parceria com a UFSM
Helen também ressaltou a importância da assistência técnica permanente oferecida pelo programa:
"O Programa oferece assistência técnica e suporte contínuo ao produtor, garantindo que ele tenha onde tirar dúvidas e possa consultar profissionais que realmente entendem do assunto.
Dentro dessa proposta, firmamos uma parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Conversamos com as professoras especialistas em cultivo e manejo de peixes para identificar de que forma poderiam contribuir com o nosso programa.
A universidade já possui experiência prática na área, trabalha diretamente com piscicultura e conta também com o envolvimento dos alunos. Então buscamos trazer esse conhecimento acadêmico e técnico para agregar ainda mais qualidade ao programa municipal.
As professoras Daiane e Fernanda passaram a integrar o projeto, oferecendo uma consultoria permanente. Elas irão auxiliar não apenas durante o dia de campo, mas ao longo de todo o desenvolvimento do programa, contribuindo com um conhecimento técnico de grande relevância.
Além disso, já contamos com grupos formados entre os produtores, estimulando a troca de experiências. Muitas vezes, a dúvida de um produtor pode ser justamente a solução já encontrada por outro.
Por isso, promover encontros e eventos que reúnam esses produtores é fundamental. Esses momentos fortalecem a troca de conhecimento, ampliam as alternativas de renda e incentivam cada vez mais a qualificação das propriedades rurais." (Helen 1)
Desafios e potencial da piscicultura
A professora Naglezi de Menezes Lovatto destacou que, embora existam redes organizadas de piscicultores em outras cidades, o apoio do poder público é essencial para o avanço da atividade. Ela também reforçou que o curso é voltado tanto a produtores quanto a pessoas que nunca atuaram na área e desejam aprender:
"Nós temos toda essa questão da organização em rede de produtores e também uma legislação estadual relativamente recente, de 2020. Ainda estamos avançando a passos lentos se compararmos com outras regiões do Brasil e até com o cenário mundial.
Existe também uma questão cultural muito forte. Além disso, o produtor precisa de apoio para compreender que o nosso clima, especialmente aqui no Sul, é bastante variável. As mudanças climáticas impactam diretamente o ambiente onde os peixes são criados, exigindo cuidados específicos de manejo.
A proposta do programa é justamente oferecer esse suporte aos produtores interessados, de forma clara e prática, para que realmente consigam desenvolver a atividade com segurança e eficiência.
É muito bonito falar que o Brasil é uma potência mundial, que a produção de organismos aquáticos é tendência e que o pescado é a proteína do futuro. Isso realmente chama a atenção e desperta o interesse do produtor.
Porém, se ele não tiver orientação adequada, dificilmente conseguirá produzir de maneira eficaz. A piscicultura pode ser, sim, uma alternativa promissora, mas o produtor que nunca trabalhou com peixes precisará de acompanhamento técnico, porque se trata de um organismo completamente diferente, que exige manejo específico, especialmente quando a produção é mais intensiva." (Naglezi 1)
O evento também contabiliza horas complementares para estudantes da área de Agronomia.
As inscrições podem ser realizadas por meio do link disponível no site da Prefeitura de Tupanciretã ou diretamente no escritório local da Emater.
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